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Andiroba (Carapa guianensis)

A Andiroba (Carapas guianensis) é antiinflamatório e cicatrizante por ter uma fonte rica de ácidos gordurosos essenciais. Conheça todas suas propriedades abaixo:

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Andiroba (Carapas guianensis)
Óleos · Carapa guianensis

Ficha técnica

INCIAguardando ficha técnica
CAS352458-32-3
OrigemAguardando ficha técnica
Parte da plantaAguardando ficha técnica
Método de extraçãoAguardando ficha técnica
ComposiçãoAguardando ficha técnica
AplicaçõesAguardando ficha técnica
EmbalagensAguardando ficha técnica
Pedido mínimoAguardando ficha técnica
Prazo de entregaAguardando ficha técnica
CertificaçõesAguardando ficha técnica
Andiroba (Carapa guianensis)
Dados físicos e químicos da andiroba

Época da safra da Andiroba

Dados Físicos-Químicos e aplicações da Andiroba

Primeiramente o óleo de Andiroba (Carapas guianensis) é uma fonte rica de ácidos gordurosos essenciais inclusive oléico, palmítico, mirístico e ácidos de linoléico além disso ele contém componentes não graxos como triterpenos, taninos e alcalóides isolados, como a andirobina e carapina.

A amargura do óleo de andiroba é atribuída a um grupo de terpenos chamados de meliacinas, que da mesma forma se parece com às químicas amargas de antimalaria. Atualmente, uma destas meliacinas, chamada gedunina, foi documentada com propriedades antiparasiticas e antimalariais com efeito semelhante a quinina.

Quais suas aplicações?

Análises químicas de óleo de andiroba identificaram as propriedades antiinflamatórias e cicatrizantes que são atribuídas à presença de limonoides, nomeado de andirobina. Principalmente, depois que foi patenteado um creme hidratante e anticelulite à base de óleo de andiroba pela francesa Yves Rocher houve uma grande procura do óleo de andiroba no mercado de cosméticos.

Uso popular da Andiroba

O óleo de andiroba (Carapas guianensis) é um dos óleos medicinais mais vendidos na Amazônia. Em mistura com mel e copaíba é um remédio antiinflamatório muito popular no combate a infecções de garganta e em processos de gripe em geral.

Além disso fortalece e embeleza os cabelos e em forma de sabonete é um remédio milagroso no combate às acnes e espinhas. Devido a sua boa penetração na pele é freqüentemente utilizado na massagem para aliviar baques, luxações, artrite e reumatismo, atuando também como calmante na pele e clareador de manchas superficiais.

Ou seja, o Óleo de Andiroba é muito usado não só pela industria farmáceutica como a indústria de Beleza que vem evoluindo ao longo do tempo.

Ecologia

Onde encontramos?

A príncipio a árvore neotropical de andiroba é encontrada no Brasil, principalmente em toda a bacia Amazônica, tanto nas florestas de terra firme como nas florestas temporariamente alagadas, ao longo dos rios e riachos e próximo aos manguezais.

As sementes são flutuantes e podem ser dispersas através da correnteza dos cursos d’água. Porém, em floresta de terra firme, a maioria dos frutos e sementes é encontrada embaixo da árvore-matriz. No período de dispersão, as sementes são muito consumidas por animais roedores.

A árvore conhecida por andiroba, de nhandi (óleo) e rob (amargo), pertence à mesma família do mogno e cedro e por sua madeira ser resistente a ataques de insetos é muito procurada pelas serrarias. A andirobeira pode atingir 30 metros de altura e se adapta bem a ambientes diferentes, sendo encontrada tanto em áreas alagáveis como na terra firme.

Qual seu rendimento?

Uma árvore adulta pode produzir até 120 kg de sementes (média 50 kg/pé). As sementes contêm 43% de gordura e para obter um litro de óleo de forma artesanal serão necessários 12 kg de sementes in natura, na utilização de prensa mecânica 4 kg de semente seca e na aplicação de solventes químicos 3 kg.

O rendimento em óleo de andiroba extraído de modo artesanal por árvore pode alcançar 10 litros e industrial até 30 litros.

Devido ao seu desenvolvimento rápido no campo e ao alto valor de sua madeira a andiroba é indicada para plantios consorciados e sistemas agroflorestais. O plantio em monocultura é desafiado pelo ataque do broto terminal por Hypsipyla grandella, que representa a maior praga para as Meliáceas na região Amazônica, inibindo seu crescimento.

Referências

FERRARI, M. et al (2007): Determinação do fator de proteção solar (FPS) in vitro e in vivo de emulsões com óleo de andiroba (Carapa guianensis). Rev. bras. farmacogn. [online]. 2007, vol.17, n.4, pp. 626-630 .

Hammer, M. L., et al. “Tapping an Amazonian plethora: four medicinal plants of Marajó Island, Pará (Brazil).” J. Ethnopharmacol. 1993 Sep; 40(1): 53-75. .

de Mendonca, F. A., et al. “Activities of some Brazilian plants against larvae of the mosquito Aedes aegypti.” Fitoterapia. 2005 Dec; 76(7-8): 629-36. .

Okazaki, T., Suetsugu, M.; and Yoshida, T. (1987) Hair tonics containing oleanolic derivatives. Chemical Abstracts 107, P161369V .

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