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Óleo de açai (Euterpe oleracea)

O óleo de açaí (Euterpe oleracea) apresenta-se como um novo ativo cosmético, originário da Floresta Amazônica, que oferece inúmeros benefícios para a manutenção do equilíbrio cutâneo.

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óleo de açaí
Óleos · Euterpe oleracea

Ficha técnica

INCIAguardando ficha técnica
CAS861902-11-6
OrigemAguardando ficha técnica
Parte da plantaAguardando ficha técnica
Método de extraçãoAguardando ficha técnica
ComposiçãoAguardando ficha técnica
AplicaçõesAguardando ficha técnica
EmbalagensAguardando ficha técnica
Pedido mínimoAguardando ficha técnica
Prazo de entregaAguardando ficha técnica
CertificaçõesAguardando ficha técnica
Óleo de açai (Euterpe oleracea)
Óleo de açai (Euterpe oleracea)
Óleo de açai

Época da safra do Óleo de açai

Época da safra do açai

Dados Fìsicos-Químicos e suas aplicações

Sua estrutura é principalmente composta por antocianinas, fitoesteróides, ácidos graxos essenciais (EFAs). O perfil em ácidos graxos do óleo de açaí o qualifica como um óleo comestível especial, principalmente pela presença do ácido linoléico (Omega 6) e ácido Oléico ( Omega 9 ), além de apresentar, predominantemente em sua composição, ácidos graxos monoinsaturados (de até 61%) e ácidos graxos poliinsaturados (de até 10,6%), ambos recomendados para prevenção de doenças cardiovasculares.

Dentre os fitoesteróides presentes no óleo e açaí destacam-se o Beta-Sitosferol, o Stigmasterol e o Campesterol, sendo muito utilizados pela indústria cosmética, como preventivos do envelhecimento cutâneo, por promover o metabolismo celular e reduzir processos inflamatórios.

Não é por acaso que a cor do Açaí é semelhante à do vinho tinto. Responsável pela cor são as antocianinas, uma substância antioxidante, que ajuda no combate ao colesterol e aos radicais livres. Pois o açaí tem até 33 vezes mais antocianina que a uva.

Uso popular do Óleo de açai

O fruto do açaí (Euterpe oleracea) é utilizado para o preparo da bebida regional, o vinho de açaí, em referencia à cor vermelha roxa do vinho tinto de uva, e constitui um alimento que é consumido em grandes quantidades em toda a Amazônia. Estima-se que o consumo diário chega até 180 mil litros apenas em Belém. Devido ao seu alto valor nutritivo (teor calórico) o “vinho-do-açaí” faz parte da dieta da população, destacando-o como um alimento essencialmente energético, com um valor calórico superior ao do leite e um teor duplo de lipídios.

O açaí como alimento propicia as seguintes vantagens para o corpo humano (valores por 100 g de polpa):

– Carboidratos (lipídios totais 48 g) e Potássio (932 mg) para produção de energia essencial;

– Proteínas para o desenvolvimento dos músculos (13.00 g);

– Fibras para a atividade das funções intestinais (3,15 g);

– Antocianinas para o controle do colesterol, responsável pela cor roxa do açaí (926 mg);

– Ferro para a oxigenação das células do sangue (2,6 mg);

– Vitamina E (α-Tocoferol 45 mg), antioxidante para a prevenção do câncer;

– Cálcio para o fortalecimento dos ossos, prevenindo contra a osteoporose (386 mg);

– Vitamina B1 para a maleabilidade do esqueleto e sua manutenção (0,25 mg).

Ecologia do Óleo de açai

O açaí, Euterpe oleracea C. Martius, se encontra em toda a bacia Amazônica sendo particularmente abundante na sua parte oriental. É uma das palmeiras mais típicas do Pará, dominando a paisagem onde aparece, às vezes em formações quase puras, preferindo áreas alagadas e terras úmidas com alta regeneração natural (1).

Existem duas principais variedades, a E. oleracea, que ocorre com maior freqüência no estuário do rio Amazonas, e a precatória, comum nas matas da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima). A E. oleraceae apresenta abundante perfilhação que sem manejo pode chegar até 20 estirpes, formando o que chama-se “touceira”. Esse fato a torna indiscutivelmente uma espécie ideal para a exploração racional e permanente do palmito e dos frutos.

Deste modo, a remoção do palmito pode ser feita apenas de algumas estirpes selecionadas, ano após ano, sem matar aquele individuo que perfilharia novamente. Essa retirada de estirpes mais antigos corresponde a um manejo bem adequado à essa palmeira.

Por outro lado, a variedade E. precatória cresce isolada sem formar perfilhações/touceiras, o que inibe a exploração concomitante do palmito e fruto.

Em plantios racionais manejados, tanto em açaizais nativos da várzea como da terra firme, recomenda-se 400 touceiras por hectare com um espaçamento de 5 x 5 m entre elas. Estimando-se uma produção de 50 kg de frutos por touceira com 4 estirpes produzindo, é possível uma produção de 20 toneladas de frutos por hectare. Na várzea a produção é de até 30% a mais do que na terra firme. Em suma o óleo do açaí é extraído com um rendimento muito limitado, de apenas 1%, o que corresponde a 200 litros por hectare.

Referências

Açaí-solteiro (Euterpe precatoria), uma boa opção de exploração agrícola em Rondônia http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/artigo_agropecuario/acai-solteiro.html .

CALVACANTE, P. B.: Frutas Comestíveis da Amazônia, 1996, 6a Ed , Edições Cejup – Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém. .

MORAIS, L. R. : Banco de Dados Sobre Espécies Oleaginosas da Amazônia, não-publicado .

NASCIMENTO, R. J. : Composição em ácidos graxos do óleo da polpa de açaí extraído com enzimas e com hexano. 2008, Revista Brasileira de Fruticultura, Vol. 30, N° 02 .

ROGEZ, H. Açaí: Preparo, Composição e Melhoramento da Composição. 2000, Belém; EDFPA, pp. 313. .

SHANLEY, P. et. al. : Frutíferas e plantas úteis na vida amazônica, 2005, CIFOR, IMAZON, Editora Supercores, Belém, p. 300 .

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