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Óleo de Pequi - Cariocar brasiliensis

Além do óleo de pequi ser rico em ácidos graxos, apresenta também em sua composição vitamina A, vitamina C e várias vitaminas do complexo B, assim como fitosteróis: o sitosterol, o estigmasterol e o lanosterol. Contém escaleno em concentrações de 64mg/100g e selênio em 0,7mg/100g.

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Óleo de Pequi - Cariocar brasiliensis
Óleos · Cariocar brasiliensis

Ficha técnica

INCIAguardando ficha técnica
CAS394238-03-0
OrigemAguardando ficha técnica
Parte da plantaAguardando ficha técnica
Método de extraçãoAguardando ficha técnica
ComposiçãoAguardando ficha técnica
AplicaçõesAguardando ficha técnica
EmbalagensAguardando ficha técnica
Pedido mínimoAguardando ficha técnica
Prazo de entregaAguardando ficha técnica
CertificaçõesAguardando ficha técnica
Óleo de Pequi - Cariocar brasiliensis
Pequi

ÉPOCA DA SAFRA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES

Óleo do pequí da amêndoa tem um ponto de fusão completo de 37ºC idêntico da temperatura do ser humano, o que o torna ideal para cremes faciais. Porém, a amêndoa do pequi é menos usada devido à dificuldade de remover a castanha do endocarpo. O óleo obtido da semente é branco-amarelado, meio sólido, de gosto fino e perfume muito agradável.

O pequi é utilizado na produção de creme e loções para a pele, sabonetes, óleos de banho, shampoo e condicionador para cabelos com tintura, shampoo e condicionador para cabelos quebradiços, e emulsões. Devido suas propriedades químicas ele pode ser indicado em produtos de maquiagem, creme pós-depilatório.

USO POPULAR

O fruto é consumido depois de cozido em água e sal e o óleo pode ser usado em frituras. A casca do fruto é rica em tanino, utilizado na preparação de tinta para escrever, para tingir rede de dormir e fios.

Os caboclos aplicam o óleo como anti-inflamatório e contra afecções do fígado. É uma espécie que contém um alto conteúdo de vitamina A, o que ajuda a prevenir e curar desordens dos olhos (visão embaçada). A casca é usada para combater a frieira dos pés.

O óleo é retirado de forma artesanal levando a massa da polpa ao fogo baixo (sem água). Em seguida retire a massa aos poucos enquanto o óleo derrete. Três dúzias de pequiá pode dar 2½ litros de óleo”.

Tanto a casca do fruto como o próprio óleo obtido da polpa do fruto e das sementes são empregados para a fabricação de sabão.

ECOLOGIA

O pequizeiro é uma árvore de copa frondosa que pode chegar a 12 metros de altura. De todos os frutos nativos do Cerrado, o pequi é o mais consumido e comercializado. O pequi é de grande importância para as populações agroextrativistas e para as economias locais. Alguns “catadores” e comerciantes de pequi chegam a obter até 80% de sua renda anual na cadeia produtiva do fruto.

Os frutos amadurecem a partir de fevereiro até maio. Uma árvore de pequi normalmente não produz frutos todos os anos. A produção média por árvores é estimada em 350 frutos/ano.

Do fruto do pequi pode-se retirar óleo tanto da polpa como da amêndoa. O fruto pesa em médio 280g, da qual 23% é composto de polpa e 6% da amêndoa com um teor de 67,0% e 70,4% de óleo, respectivamente. No processo de extração utilizando hexano o rendimento do óleo foi de 45,80% para a polpa e 42,0% para a amêndoa.

Com uma produção média de 350kg de frutos pode se esperar 38,8kg de óleo de polpa e 8,8kg de óleo de amêndoa.

A madeira tem alta resistência ao ataque de organismos xilófagos e é altamente empregada na construção naval. Embora o pequi não esteja sob risco de ser extinto, a exploração descontrolada pode levar ao desaparecimento dessa árvore em algumas regiões.

REFERÊNCIAS

BENTES, M. H. et. al. (1980): Propriedades físico-químicas e composição de ácidos-graxos do fruto do pequiá-Caryocar villosum (AUBL) PERS. Caryocaraceae. Belém Departamento de Química/UFP. .

CRODA. Crodamazon Pequi. Nome INCI: Caryocar Brasiliense Fruit Oil. www.croda.com.br .

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, vol. 2, 2ª edição, 2002, p. 368. .

PESCE, C. OLEAGINOSAS DA AMAZÔNIA. BELÉM: OFICINAS GRÁFICAS DA REVISTA VETERINÁRIA, 1941. .

SHANLEY, P.; Cymerys, M. & Galvão, J. Frutíferas da mata na vida amazônica. Belém, 1998. .

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Fachada da fábrica da Amazon Oil, com a placa da empresa no muro amarelo e verdeRosca transportadora na linha de processamento da fábricaFileira de prensas na fábrica da Amazon Oil
A fábrica da Amazon Oil em Ananindeua, no Pará.