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Óleo de Tucumã - Astrocaryum vulgare

O óleo de tucumã (Astrocaryum vulgar) extraído da polpa contém 25,6 % de ácidos graxos saturados e 74,4% de insaturados, representados pelos ácidos graxos palmítico, esteárico, oléico e linoléico. Como ele é rico em ômega 3, 6 e 9, comporta-se como um excelente hidratante sendo empregado em produtos cosméticos para a hidratação da pele, loções corporais e produtos capilares para cabelos danificados. É também um excelente emoliente que apresenta alto poder de espalhamento. O valor do “beta caroteno” no óleo de tucumã é mais concentrado do que na polpa, atingindo o valor de 180.000 a 330.000 mg/100g de óleo.

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Óleo de Tucumã - Astrocaryum vulgare
Óleos · Astrocaryum vulgare

Ficha técnica

INCIAguardando ficha técnica
CASAguardando ficha técnica
OrigemAguardando ficha técnica
Parte da plantaAguardando ficha técnica
Método de extraçãoAguardando ficha técnica
ComposiçãoAguardando ficha técnica
AplicaçõesAguardando ficha técnica
EmbalagensAguardando ficha técnica
Pedido mínimoAguardando ficha técnica
Prazo de entregaAguardando ficha técnica
CertificaçõesAguardando ficha técnica
Dados físico-químicos
CaracterísticaEspecificação
Aparência (25Cº)Sólido
Corvermelho
OdorCaracterístico
Índice de acidez< 20,0 mg KOH/g
Índice de peróxido< 15,0 meq O₂/kg
Índice de iodo70 - 80 gI₂/100g
Índice de saponificação180 – 200 mgKOH/g
Densidade0,900 -0,982 25ºC g/ml
Indice de refração (40 Cº)1,4371 – 1,4523
Unsaponifiable matter (bioactives)< 1,8 %
Ponto de fusão20 - 23 °C
Composição dos ácidos graxos
Ácido palmítico (16:0)23,0 – 28,0 %
Ácido esteárico (18:0)2,0 – 3,0 %
Ácido oleico (C 18:1 Omega 9)60,0 – 68,0 %
Ácido vacênico (C 18:1 Cis 11)1,0 – 2,0 %
Ácido linoleico (C 18:2 – Omega 6)1,0 – 3,0 %
Ácido linolênico (c 18:3 – Omega 3)2,0 – 4,0 %
Saturado27 %
Insaturado73 %
Óleo de Tucumã - Astrocaryum vulgare

ÉPOCA DA SAFRA

DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES

USO POPULAR

O tucumã possui muitas utilidades, o caroço é utilizado no artesanato, as folhas fornecem uma fibra bastante resistente, que é usado nas cestarias, e a polpa do fruto é consumida em natura ou em forma de um suco denominado “vinho de tucumã”, que é macerada com água. Muito apreciado na região produtora como alimento, e ainda forma de tortas e sorvetes.. A polpa é altamente nutritiva contém um dos mais elevados concentrações de pro-vitamina A “beta caroteno”, valor só igualável à polpa do buriti. O óleo de tucumã é empregado na cozinha e em massagem.

ECOLOGIA

Esta espécie é nativa da região Amazônica, possivelmente do Estado do Pará, onde tem o seu centro de dispersão, até a Guiana Francesa e Suriname. É uma palmeira característica de terra firme alta, de cobertura vegetal baixa, ou mesmo de campo limpo (1). Na Amazônia se destacam duas variedades de tucumã, o tucumã-do-parã (Astocaryum vulgare) e o tucumã-do-amazonas (Astocaryum tucumã). A árvore do tucumã-do-pará é menor com 10 a 15 m de altura, regenera facilmente por perfilhar possuindo vários estipes, enquanto o tucumã-do-amazonas pode alcançar 25 m de altura e forma um tronco único. Seus frutos são maiores e a sua polpa é mais carnuda, menos fibrosa e menos adocicado do que o tucumã-do-pará.

A palmeira tucumã é considerada uma planta pioneira de crescimento agressivo, resistente ao fogo com capacidade de rebrotar após as queimadas e, principalmente, que habita as capoeiras e pastagens. As sementes demoram até 2 anos para germinar, crescem lentamente no campo e começam a produzir a partir do oitavo ano. É conhecida a existência de plantadores isolados de dendê (Elais guinensis) que já começam substituir o dendê por tucumã, mesmo sem um programa de melhoramento genético. A resistência do tucumã às doenças e a alta produtividade, fazem desta espécie uma solução para a produção de biodiesel, uma vez que os custos operacionais de um plantio ordenado é muito menor do que o do dendê.

O caroço do tucumã-do-para é recoberto externamente de uma polpa alaranjada, de consistência oleosa. Um fruto pesa em média 30 g, atribuindo 34% desse peso para a polpa externa, concentrando de 14 a 16% do óleo em relação ao fruto in natura. Uma árvore adulta pode produzir até 50 kg de frutos por ano, em média 25 Kg por arvore o que corresponde 2,5 kg de óleo da polpa e mais 1,5 Kg de óleo de amêndoa. Em um hectare podem ser plantadas 400 touceiras cada uma com três estipes em media, perfazendo um total de 1.200 arvores, o que daria 4,8 toneladas de matéria gordurosa por hectare, mais do que do dendê que produz somente 4 toneladas de óleo/hectare/ano (supondo uma produtividade de 20 toneladas e um rendimento de 22%). A vantagem do tucumã refere-se ao fato de ser uma espécie que forma touceira, não havendo, portanto, a necessidade de replantio como no caso do dendê.

REFERÊNCIAS

BORA, P. S. et. al.: Characterization of the oil and protein fractions of tucuma (Astrocaryum vulgare Mart) fruit. 2001, Ciencia y Technologia Alimentaria, Ourense, Espanha, v. 3, n. 2, p. 111-116. .

CALVACANTE, P. B.: Frutas Comestíveis da Amazônia, 1996, 6a Ed , Edições Cejup – Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém. PESCE, C.: Oleaginosas da Amazônia, 1941, Oficinas Gráficas da Revista Veterinária, Belém/PA .

FERREIRA, E. de S. et al (2008): CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DO FRUTO E DO ÓLEO EXTRAÍDO DE TUCUMÃ (ASTROCARYUM VULGARE MART); Alim. Nutr., Araraquara ISSN 0103-4235, v.19, n.4, p. 427-433, out./dez. 2008 .

SAGRILLO, M. R. et al (2015): Tucumã fruit extracts (Astrocaryum aculeatum Meyer) decrease cytotoxic effects of hydrogen peroxide on human lymphocytes; Food Chemistry 173 (2015) 741–748 .

SHANLEY, P. et. al. : Frutíferas e plantas úteis na vida amazônica, 2005, CIFOR, IMAZON, Editora Supercores, Belém, p. 300. .

Santos, M. F. G. et al (2013): Minor components in oils obtained from Amazonian palm fruits GRASAS Y ACEITES, 64 (5), 531-536, 2013 .

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Fachada da fábrica da Amazon Oil, com a placa da empresa no muro amarelo e verdeRosca transportadora na linha de processamento da fábricaFileira de prensas na fábrica da Amazon Oil
A fábrica da Amazon Oil em Ananindeua, no Pará.