Manteiga Ucuuba - Virola surinamensis
A manteiga de ucuuba (Virola surinamensis) possui um alto valor de ponto de fusão (53 oC) e de saponificação (220 mg KOH/g de óleo), o que supera os índices do sebo bovino (com valores de 43 a 45 oC e 200 mg KOH/g respectivamente) tornam a manteiga da ucuúba uma matéria prima ideal para substituir o sebo animal na produção de sabonetes finos, e outras matérias gordurosas que necessitam de alto ponto de fusão na industria alimentícia e farmacêutica. A substituição do sebo animal pela manteiga da ucuúba resolve o problema de contaminação de produtos pelo uso de sebo animal, além de dar a sabonetes uma maior consistência e durabilidade, sendo perfeitamente viável a sua utilização mesmo com preços superiores ao do sebo animal. As sementes da ucuuba são ricas em gordura (60 – 70%) possuindo 70% de trimeristina, um triglicerídeo do acido mirístico, que constitui um óleo essencial aromático que é de grande importância para as indústrias cosmética, farmacêutica e alimentícia. Atualmente, esse óleo essencial é extraído da noz-moscada, que possui uma concentração de cerca 80% desta substância.

Ficha técnica
| INCI | Aguardando ficha técnica |
|---|---|
| CAS | 356065-37-7 |
| Origem | Aguardando ficha técnica |
| Parte da planta | Aguardando ficha técnica |
| Método de extração | Aguardando ficha técnica |
| Composição | Aguardando ficha técnica |
| Aplicações | Aguardando ficha técnica |
| Embalagens | Aguardando ficha técnica |
| Pedido mínimo | Aguardando ficha técnica |
| Prazo de entrega | Aguardando ficha técnica |
| Certificações | Aguardando ficha técnica |
| Característica | Especificação |
|---|---|
| Aparência (25Cº) | Sólido |
| Cor | Marrom |
| Odor | Característico |
| Índice de acidez | Aguardando confirmação |
| Índice de peroxido | < 15,0 meq O₂/kg |
| Índice de iodo | 12 – 15 gI₂/100g |
| Índice de saponificação | 220 – 230 mgKOH/g |
| Densidade | Aguardando confirmação |
| Indice de refração (40 Cº) | 1,44 – 1,48 |
| Matéria insaponificável (bioativos) | < 3 % |
| Ponto de fusão | Aguardando confirmação |
| Composição dos ácidos graxos | |
| Ácido láurico (C 12:0) | 16,0 – 20,0 % |
| Ácido mirístico (C 14:0) | 72,0 – 76,0 % |
| Ácido palmítico (16:0) | 7,0 – 9,0 % |
| Saturado | 100 % |
| Insaturado | 0 % |

ÉPOCA DA SAFRA
DADOS FÍSICO-QUÍMICOS E APLICAÇÕES
ECOLOGIA
Árvore nativa da várzea de toda a região amazônica estendendo sua ocorrência até o Maranhão e Pernambuco. O nome da arvore significa na língua indígena UCU (graxa) e YBA (árvore), prefere regiões alagadas, atingindo uma altura de 25 a 35 m. Uma árvore adulta pode produzir entre 30 – 50 Kg de sementes por ano. As sementes são ricas em gorduras (60 – 70%) e o rendimento em óleo∕sebo pode chegar até 50% por quilo de semente seca. Numa plantação com 150 árvores por hectare poderá ser colhida até 7 mil quilos de sementes, o que renderia 3500 kg de gordura∕hectare. O crescimento da ucuuba no campo pode alcançar até 3 m em dois anos. A madeira dessa árvore é de excelente qualidade para compensados, laminados e cabos de vasoura, o que está ameaçando intensamente o recurso florestal remanescente.
Uma árvore de ucuúba adulta chega a ser comercializada por R$ 5,00, a sua madeira sendo transformada em cabos de vassoura, que são comercializados a R$ 0,40 a unidade nas feiras e portos de Belém. Entretanto as sementes, que são comercializadas por R$ 0,50/kg, podem dar um retorno de R$ 18,00 até R$ 25,00, supondo uma produtividade de 30 – 50 kg/ano/árvore. Os frutos são coletados nas praias e igarapés de toda a região amazônica, armazenados e comercializados para a fabricação de manteiga vegetal para substituir sebo animal na fabricação de sabonetes.
REFERÊNCIAS
VAN DEN BERG, M.E.: Plantas Medicinais na Amazônia – Contribuição ao seu conhecimento sistemático, 1993, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém. 206 pp. .
PESCE, C.: Oleaginosas da Amazônia, 1941, Oficinas Gráficas da Revista Veterinária, Belém/PA .
MORS, W.B. et. al.: Medicinal Plants of Brazil, 2000, Reference Publications, Inc Algonac, Michigan. .
LORENZI, H : Arvores Brasileiras – vol, 01. 1992, Instituto Plantarum, Nova Odessa – SP 384 pp. .
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